• “Adianto aos leitores de meu blog, que ele deve ser lido pausadamente, é de que não conheço a arte de ser claro para quem não deseja ser atento."

  • "Se você tivesse acreditado nas minhas brincadeiras de dizer verdades, teria ouvido muitas verdades que insisto em dizer brincando... Falei, muitas vezes, como um palhaço, mas nunca desacreditei da seriedade da plateia que sorria." Charles Chaplin

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

A morte de Deus em Nietzsche

Deus morreu! Deus continua morto! E nós o matamos!! Como nos consolaremos, nós, os assassinos dos assassinos? O que o mundo possui de mais sagrado e possante perdeu seu sangue sob a nossa faca. O que nos limpará deste sangue?... Este evento enorme está a caminho, aproxima-se e não chegou ao ouvido dos homens... É preciso tempo para as ações, mesmo quando foram efetuadas, serem vistas e entendidas. (NIETZSCHE, 1981)
Esses mais sábios possuíam entre si algum acordo fisiológico para se colocar frente à vida da mesma maneira negativa - para precisar se colocar frente a ela desta forma. Juízos, juízos de valor sobre a vida, a favor ou contra, nunca podem ser em última instância verdadeiros: eles só possuem valor como sintoma, eles só podem vir a ser considerado enquanto sintomas. Em si, tais juízos são imbecilidades. É preciso estender então completamente os dedos e tentar alcançar a apreensão dessa finesse admirável, que consiste no fato de o valor da vida não poder ser avaliado. Não por um vivente, pois ele é parte, mesmo objeto de litígio, não um juiz; não por um morto, por uma outra razão. (NIETZSCHE, 1984)
O que Nietzsche pretende mostrar com sua crítica a teoria socrático-platônica é que ela trás o germe do niilismo ao inventar um mundo real e condenar este mundo das aparências como mundo de ilusões e que a verdade pode ser encontrada em outro lugar, no mundo das idéias. Se esse mundo das coisas em si não existe, toda a filosofia desenvolvida em nome dele é um erro e termina por chegar ao niilismo do homem moderno. Esse caminho começa com o julgamento do mundo que existe, que não deveria ser assim, e vai até a constatação de que o mundo como deveria ser, não existe. Com a morte de Deus, sucumbe toda interpretação moral do mundo e da vida, o niilismo se radicaliza após esse evento.

Um comentário:

Bruna Klöppel. disse...

Não escreva para filósofos, escreva pra quem precisa aprender a filosofar! Escreva sobre como filosofar, sobre suas próprias filosofias. Chega dessa obsessão acadêmica. Todas as leituras são importantes para formar a sua, que está em constante aprimoramento. Por que não partilhá-las? Sócrates, Platão, Aristóteles, Nietzsche e etc. encontramos em muitos lugares. Tá na hora de a gente começar a filosofar em conjunto. Expondo nossas pré-filosofias, para um dia talvez chegar a algum lugar. Isso é só uma sugestão. Obrigada.